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Parte da Crónica: Coisas que me tiram do sério

#43 - Pessoas altas e comboios

Escrito por: Bárbara Leston-Bandeira 1
#43 - Pessoas altas e comboios

Ultimamente tenho viajado muito de comboio, por força de compromissos profissionais e também pessoais. Aproveito para ir à capital e, já que estou com o pé no caminho, dou um saltinho ao reino dos Algarves. Portanto, tenho de me sujeitar às condições que a circunstância de viajar rodeada de gente que não conheço de lado nenhum me são impostas.

Como, por exemplo, estar muito bem sentada no meu lugar à janela (ninguém me tira o lugar à janela - ainda que, às vezes, torne um bocado proibitiva a ida à casa de banho, fedorenta, do comboio), e ter um matulão (ou matulona, não quero discriminar) de quase 2 m de altura sentado atrás de mim que, para ficar confortável, decide espetar os joelhos nas costas do banco da frente.

Como, mas como, é que não passa pela cabeça destas pessoas que, na realidade, estão a espetar-me os joelhos nas costas?? O banco do comboio não é uma estrutura rígida que tem uma parede entre os joelhos de dita criatura e as costas da pessoa da frente. E sentir os os joelhos de outra pessoa nas minhas costas aleija! E é desconfortável!

Por isso, meus caros, fica aqui uma nota de serviço público. Se vocês são dessas criaturas abençoadas com uma altura razoável e sentem a necessidade de encostar os joelhos no banco da frente, lembrem-se só que possivelmente está uma pessoa no banco da frente e vocês estão só a aleijá-la. Os minorcas desta vida agradecem.

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